Capitã do time de refugiadas, goleira Fatima Yousufi conta ao ge que fuga em 2021 salvou sua vida e de suas colegas: “Nós éramos as próximas”

Em agosto de 2021, jogadoras da seleção feminina do Afeganistão embarcaram em Cabul rumo à Austrália. Mas não se tratava de uma excursão para disputar amistosos ou alguma competição. O objetivo do grupo de quase 80 pessoas, entre atletas e familiares, era simplesmente sobreviver. Graças a uma operação de resgate organizada por ativistas internacionais, elas conseguiram escapar do Talibã, grupo fundamentalista que tinha acabado de voltar ao poder. Equipes femininas de qualquer modalidade esportiva, símbolo de liberdade e resistência, estavam entre os alvos do novo regime, que ainda hoje impõe severas restrições à vida de mulheres e meninas no país.

Quatro anos depois, uma equipe de refugiadas voltou a representar o Afeganistão, em um torneio organizado pela Fifa em Berrechid, no Marrocos, que contou também com as seleções femininas da Lybia, Chade e Tunísia. Ainda que a seleção afegã não tenha previsão de jogar outra vez uma partida oficial, a oportunidade de ouvir novamente o hino nacional serviu para amenizar a saudade.

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